Consultoria de Gestão Estratégica Empresarial – O que aprender com a Chapecoense

 

INTRODUÇÃO

A América Latina Consult Ltda é uma Prestadora de Serviços de Consultoria de Gestão Estratégica de Negócios que tem sua grande especialidade e capacitação na construção de empresas capazes de vencer, em mercados de altíssima concorrência, e na recuperação de empresas em dificuldades, o que chamamos de Consultoria de Recuperação de Negócios em Situação de Risco. Enfim, nossa especialidade é fazer as empresas de nossos clientes funcionarem em nível de excelência, produzindo resultados superiores, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

Nosso trabalho de Consultoria de Gestão Estratégica, portanto, tem dois objetivos, que são, recuperar o resultado operacional das empresas que estejam enfrentando dificuldades e, por isso, em situação de risco, e perenizar os negócios que já tenham um ciclo operacional com resultado positivo, tendo em mente, a todo o momento, que vivemos em um mundo de intensas e frequentes transformações e que, essas transformações, na maioria das vezes, representam muito mais do que simples mudanças, elas representam ruptura de paradigma para o surgimento de algo totalmente novo.

Quando falamos de rupturas, são rupturas tecnológicas, sociais, culturais e econômicas, que podem fazer com que um negócio milionário, da noite para o dia, vire sucata, perdendo, totalmente, o seu valor, e deixando rastros gigantescos de prejuízos. Se você duvida disso convém lembrar o que já aconteceu, recentemente, em inúmeros casos, incluindo verdadeiros gigantes como Blockbuster, Yahoo, Orkut, etc.

A atenção com os efeitos dessas mudanças deve ser absoluta e exige que as pessoas se preparem para não serem surpreendidas. Um caso típico é o dos funcionários públicos, que baseiam suas vidas, muitas vezes, na “estabilidade” que imaginam possuir, em função de que a gente costuma imaginar que “os governos não quebram”. Mas esse paradigma já está superado, tanto assim que uma das cidades mais conhecidas, importantes e ricas dos Estados Unidos, Detroit, a vaidosa megalópole que era símbolo da pujança da Industria Automotiva Norte Americana, também, quebrou.

Isso demonstra, com absoluta clareza, que vivemos em um tempo de mudanças de paradigmas, um tempo em que tudo pode mudar, exceto o fato de que tudo continuará mudando, de forma cada vez mais rápida e intensa, um tempo em que toda a atenção é pouca, um tempo em que até países podem sim quebrar.

Cabe lembrar que o Brasil, há menos de 10 anos, esteve próximo de ser a quinta maior economia do mundo, quando quase ultrapassou a Inglaterra mas, bastou a incompetência e irresponsabilidade de um governo para que o país fosse ladeira abaixo, caindo para o oitavo lugar entre as economias globais, que é a posição atual, mas ainda pode cair mais.

É claro, portanto, que isso pode acontecer, muito mais facilmente com pessoas e com empresas. As mudanças intensas continuarão acontecendo, com frequência cada vez maior permitindo que se possa prever que, talvez, em dez anos, uma grande parte das profissões e das empresas existentes hoje, algumas bem próximas de você, deixarão de existir.

 

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESTRATÉGICA

Em meio a esse mundo em transformação, vivem as empresas. Podemos dizer que uma empresa é, por si só, uma entidade complexa, por envolver um número significativo de pessoas, com suas complexidades próprias, suas idiossincrasias, suas vontades, seus valores, personalidades, culturas e sonhos. E para aumentar a complexidade, a realização dos objetivos empresariais somente acontecerá quando todas essas pessoas estiverem unidas em um esforço, conjunto, em busca dessa realização, de forma integrada, comprometida e dedicada.

Em minha caminhada como consultor estratégico de negócios tive oportunidade de compartilhar esforços com grandes empresários, de vários setores como Têxtil, Automotivo, Turismo e Entretenimento, Utilidades Domésticas, Construção Civil, etc. Inacreditavelmente, em todos os setores os desafios possuem mais semelhanças do que diferenças, os comportamentos são parecidos e a receita para o sucesso tem bases muito semelhantes.

O sucesso de qualquer empresa depende, de forma quase exclusiva, da capacidade de sua liderança de saber direcionar os esforços, sentimentos e motivações de todas essas pessoas que fazem a empresa, para um objetivo determinado, que é o objetivo da organização ou de sua liderança. Isso acontece muito por modelagem, ou seja, é o exemplo que fala mais forte. “A empresa sempre tem a cara de seu líder” é verdade absoluta.

Da liderança depende o sucesso ou o fracasso de toda e qualquer empresa. O desafio do líder é, de fato, muito grande, mas ele é insuperável apenas para quem não está preparado para enfrenta-lo, tanto assim que existem muitas pessoas que realizam essa atividade, com extraordinário brilhantismo. E não se pense que esses são seres especiais. Não são, mas, com certeza, porque tive a oportunidade de conhecer alguns, de conversar com eles, são pessoas preparadas, sem nenhuma dúvida, são organizadas e sobretudo, são pessoas que trabalham com um rigoroso planejamento e uma clara estratégia. Isso faz com que pareça que possuem superpoderes!

É claro que são pessoas inteligentes, isso se pode constatar, com certa facilidade, na convivência diária, inclusive, pela maneira como tornam simples mesmo as atividades mais complexas, afinal, a simplicidade é o ápice da sabedoria, portanto, é a ela que o líder deve buscar e por ela deve zelar. O máximo da sofisticação na comunicação é ser capaz de comunicar com a simplicidade necessária para ser entendido, claramente, por todos, independente do grau de conhecimento de cada um, porque é do líder que se espera a habilidade de comunicar da maneira correta.

Peter Drucker costumava dizer que “Administração é fazer as coisas direito. Liderança é fazer as coisas certas”.

O que seria fazer as coisas certas? Em uma empresa as coisas certas são aquelas que colaboram de forma efetiva para a obtenção dos resultados desejados por sua liderança. Então, todas as pessoas precisam estar dispostas a fazerem o que deseja a liderança ou o que é necessário para a obtenção dos resultados desejados, ou planejados por ela.

E como as pessoas saberão o que é a coisa certa? Através de reuniões? A primeira ideia que vem à mente dos menos preparados é a de fazer reuniões para transmitir as tarefas às pessoas. Era o próprio Peter Drucker quem dizia que “As reuniões são, por definição, uma concessão a uma organização deficiente. Ou se trabalha, ou se faz reuniões. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo”.

É preciso promover a autonomia das pessoas, dando-lhes a informação correta sobre o que e como devem fazer suas atividades e, além disso, é saudável que tenham capacidade para decidir, quando necessário, caso contrário, a liderança jamais conseguirá se desvincular das atividades e decisões operacionais, ficando sem tempo para fazer a sua atividade, que é desenvolver e atualizar, no dia a dia, uma visão antecipada do futuro da organização.

O bom líder é aquele que inspira as pessoas para a ação mas que, ao mesmo tempo, tem a capacidade de se tornar desnecessário, na atividade operacional da empresa. Se as atividades operacionais precisarem da “benção” do líder, a empresa terá uma operação ineficiente e um líder que não tem tempo para descobrir as tendências e construir a visão capaz de perenizar sua empresa, dentro das limitações impostas pelas rupturas e de acordo com as oportunidades que essas mesmas rupturas oferecem.

Uma empresa é um veículo que pode transportar vidas para um encontro com seu futuro, com um sonho, com uma visão, com um objetivo desejado. Nessa jornada vai enfrentar dias e noites, sol e chuva, mas não pode deixar de caminhar com a força necessária para conquistar, portanto, precisará de combustível e de bons faróis, inclusive, porque é na noite que se destacam os vencedores.

Esses faróis podem ser, e normalmente são, representados pelo Planejamento Estratégico e, principalmente, pela Gestão da Estratégia Planejada, que é o que permite que o planejamento assimile as sistemáticas mudanças, inclusive, dos mais sólidos paradigmas.  Esses são os faróis que iluminam a construção do futuro das organizações de sucesso, quando temperado com grande lucidez, visão criativa e capacidade de inovação. Não existe sucesso sem isso, exceto, por milagre, mas milagres, estes sim, são para seres de outra dimensão.

Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes”, dizia Peter Drucker, portanto, é o planejamento e sua gestão que vão permitir que a empresa construa algo desejado e não fique à mercê do acaso.

 

NAS MAIORES DIFICULDADES O PLANEJAMENTO SE TORNA ESSENCIAL

Muitas vezes o planejamento é questionado por alguns executivos e em outras tantas vezes ele é menosprezado ou simplesmente dispensado, lamentavelmente. Acontece que, nos momentos de grande euforia econômica as empresas deixam de ter ganhos espetaculares por falta de planejamento, porém, como elas acabam tendo ganhos importantes, apesar disso, não se apercebem das perdas que tiveram.

Por outro lado, nos piores momentos, em meio aos ciclos de baixa da economia, quando a grande maioria está perdendo ou quando acontece alguma situação muito adversa para a organização é que fica bem claro o valor e a necessidade de um Planejamento Estratégico.

Fico triste com tudo o que ocorreu com a Associação Chapecoense de Futebol, que perdeu quase todo o seu elenco de jogadores e todo o corpo diretivo, que viajou para a Colômbia, para acompanhar a decisão mais importante de toda a história desse clube.

O clube perdeu seu Presidente Executivo, que era o líder á frente de todo um trabalho extremamente competente que ali se realizava. Agora se sabe que esse trabalho, no entanto, é a prova efetiva da qualidade da liderança que o conduzia, porque a reconstrução está grandemente facilitada pela existência de um planejamento, a partir de cujos objetivos estratégicos e documentos de suporte à decisão a diretoria atual tem a possibilidade de retomar o trabalho, com outras pessoas, porém, preservando a cultura existente e decidindo, com base nos objetivos e planos, que ficaram e continuam iluminando o caminho para o futuro.

Possivelmente a Associação Chapecoense de Futebol voltará a ocupar o seu lugar no cenário do futebol brasileiro, apesar da gigantesca tragédia pela qual passou. Com certeza, o Planejamento Estratégico que o clube tem e que leva muito a sério é determinante neste momento de retomada por, no mínimo, dois motivos:

1. pela credibilidade e organização que o clube já vinha apresentando e que provocava resultados diferenciados, especialmente, para um clube do porte da Chapecoense, o que chamava a atenção de todas as pessoas que têm algum conhecimento desse mercado;

2. porque a diretoria que acaba de assumir o clube tem informações e tem os planos estratégicos que guiavam as decisões dos dirigentes vitimados pela tragédia e que, portanto, podem continuar orientando as decisões da nova diretoria evitando a perda de continuidade da estratégia.

É muito possível que os impactos dessa tragédia sejam reduzidos, em muito, e que as dificuldades sejam superadas em tempo muito menor do que poderiam prever as pessoas que não conhecem a Chapecoense e o trabalho de excelência que ali vinha sendo realizado. O clube aprendeu a valorizar, em seu dia-a-dia, a máxima de que “o bom é inimigo do ótimo”, como diz Jim Collins, o maior pensador de administração da atualidade.

De fato, em tempo de tantas rupturas não podemos nos contentar com o bom, quando podemos fazer o ótimo, porque é de diferenciais que se faz o sucesso.

Muito mais sobre isso pode ser visto no post http://alatinaconsult.com.br/sua-empresa-pode-se-descobrir-um-diamante-ainda-na-sua-maior-crise-e-brilhar/, publicado em http://alatinaconsult.com.br.

 

AS ETAPAS DE UM PROJETO TÍPICO

  1. Estabelecimento da Missão, Visão e Valores

Essa é a atividade fundamental de todo o projeto e ela deve ser construída pela liderança principal da empresa, contando sempre com o apoio de nossa consultoria especializada, porque é à liderança e a ninguém mais que é dada a competência para estabelecer esses objetivos estratégicos, fundamentais para toda empresa.

É nessa atividade que se constrói a visão da empresa que o líder deseja construir, portanto, tudo o mais será construído a partir desse modelo teórico, incluindo as correções de rumo que, eventualmente, possam ser necessárias.

Todas as demais decisões, de qualquer ordem, serão tomadas com base nessas premissas e com o objetivo de construir essa realidade esperada. Isso será determinante em tudo, a começar pela escolha das competências das pessoas e de seus valores, até a tecnologia que será empregada e a destinação que será dada aos resultados econômicos auferidos.

  1. Decomposição da Missão, Visão e Valores em Objetivos Estratégicos das Áreas e estabelecimento dos Indicadores de Resultado e de Tendência

Nesta etapa, normalmente a mais trabalhosa, que são chamados à participação os demais líderes e influenciadores da empresa, ou seja, todas as demais pessoas que, de alguma forma, são determinantes para a construção da Estratégia de Gestão e estabelecimento das ferramentas de acompanhamento, medição e controle dos objetivos estabelecidos para cada área.

Também nesta fase são estabelecidos os responsáveis pelas atividades diretamente vinculadas às metas estabelecidas, ou seja, as pessoas que serão responsáveis, diretamente, pela realização dos resultados estabelecidos para cada área.

Os responsáveis por objetivos estratégicos são responsáveis, também, por elaborar análises mensais, capazes de explicar o que foi determinante para os resultados obtidos e sugerir eventuais correções necessárias para que os objetivos sejam atingidos, preferencialmente, utilizando os indicadores de tendência para antecipar correções e não prejudicar o resultado esperado do planejamento.

Esta etapa é muito importante, porque a condução adequada da estratégia de gestão e controle, definida nesta etapa, é um dos fatores mais importantes a determinar o engajamento das demais pessoas da empresa ao projeto de construção do futuro.

Nesta fase é que será construído o Mapa Estratégico e definidos os indicadores do BSC – Balanced Scorecard, com o qual será viabilizada a gestão estratégica da empresa, apoiada pela força das Reuniões de Análise Crítica, essenciais ao sucesso do projeto.

  1. Apresentação do Mapa Estratégico do BSC para todos os colaboradores da empresa

Este é um momento especial, quando é desejável que seja feito um evento, de preferência festivo, para apresentar o Mapa Estratégico, que é uma apresentação breve, com a qual se conta a estratégia de desenvolvimento do futuro da empresa e o papel de cada um, em cada fase do projeto.

A apresentação do Mapa Estratégico é uma apresentação que todos os líderes deverão aprender a fazer para que possam apresenta-la, em cada evento que se julgue importante,  e, sempre, para novos colaboradores ou para colaboradores que mudem de função, fornecedores, clientes, visitantes, etc.

A consultoria vai participar e orientar a construção do Mapa Estratégico e da Apresentação do Mapa Estratégico do BSC, em todos os projetos em que estejamos envolvidos.

  1. Reuniões de Análise Crítica e de Revisão do Modelo

As reuniões de Análise Crítica da Gestão Estratégica são reuniões de avaliação dos resultados dos Indicadores de Tendências e de Resultados.

Os Indicadores de Resultado são os que conferem eficácia aos esforços da gestão e registram o índice de obtenção dos resultados esperados.

Os Indicadores de Tendência são aqueles que são escolhidos para monitorar o andamento das possibilidades de realização dos objetivos. Estes são os indicadores que antecipam os resultados dos Indicadores de Resultados e, portanto, trabalhar com eles permite antecipar ações de acompanhamento e assegurar, em boa parte, os resultados.

As reuniões de Análise Crítica da Gestão também podem ser de Revisão do Modelo, porque o importante é assegurar a obtenção dos resultados esperados do Planejamento Estratégico e, portanto, momentos ocorrerão em que ajustem podem ser necessários no modelo.

A discussão e decisão em relação a esses ajustes deve acontecer nestas reuniões, nas quais estão presentes todas as lideranças da empresa, afinal, a transparência é outro valor essencial da boa gestão e base fundamental para o engajamento completo das pessoas aos objetivos empresariais.

 

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ESSE TRABALHO

Existem muitas referências sobre a Consultoria de Gestão Estratégica Empresarial, no entanto, duas delas são bastante próximas:

  1. O e-book Excelência Empresarial em 5 passos que apresenta, com mais detalhes, todas as etapas de um projeto de implementação deste modelo e suas motivações e razões para o sucesso;
  2. O capítulo 16 do livro Estratégias Empresariais para pequenas e médias empresas, da Editora Ser Mais, apresenta a sustentação teórica deste projeto, por João D Caetano de Oliveira – CEO da América Latina Consult Ltda. (http://www.caetanodeoliveira.com.br) .

 

CONTRATAÇÃO

Em caso de interesse nesse tipo de projeto, favor entrar em contato pelo formulário que está em http://alatinaconsult.com.br/contato ou conforme abaixo:

Tel.: (47) 99968-6158

E-mail.: contato@alatinaconsult.com.br

 

 

Caetano de Oliveira

Economista, Coach, Consultor Estratégico de Resultados, Empreendedor Digital e Palestrante. Graduado em Economia, possui três cursos de Pós-Graduação em nível de Especialização: Planejamento Estratégico (INPG), Gestão Empresarial (FGV) e Mediação e Arbitragem (UNIVILLE). Interessado em estratégias de recuperação de negócios em situação de risco, Marketing de Conteúdo como instrumento de intensificação das vendas e Mediação de Conflitos.

Website: http://www.alatinaconsult.com.br